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O Filhote PDF
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Depois da gala, a fêmea bota o primeiro ovo, em geral no segundo dia.

Autor: Aloísio Pacini Tostes


 

O Filhote 

O choco e o nascimento do filhote

 

 

 

 

 

 


 

 

Depois da gala, a fêmea bota o primeiro ovo, em geral no segundo dia. O outro ovo virá num intervalo de 24 horas. No ambiente doméstico, por causa da alimentação privilegiada, existem fêmeas que quase sempre botam 3 ovos. Nesta fase bebe muita água e procura alimentos ricos em cálcio, muita atenção para esses fatos. Se a fêmea estiver com dificuldade para botar (ovo atravessado), dê-lhe imediatamente água com açúcar. Caso haja ocorrência de ovo mole (sem casca), ministre meia colher de café de bicarbonato de sódio em bebedouro de 50 ml, durante 24 horas até a bota do segundo ovo.

Algumas deitam no ninho já no primeiro ovo. Retire com cuidado este ovo e substitua-o por um indez até a bota do segundo para que os filhotes nasçam juntos. Após isto, não deve mais ser incomodada. Se os ovos estiverem férteis lá pelo sétimo dia eles ficam escuros e opacos, se estiverem transparentes após o oitavo dia é indício de que estão gorados. Se quiser ter certeza sobre a fertilidade do ovo após o décimo dia, esquente água a 35 graus e coloque-o para boiar, caso o ovo se movimente o filhote estará vivo. {Texto Incluído: No criatório Pena Preta, usamos um ovoscópio ou mesmo uma pequena lanterna} Quando por algum motivo um ovo se trinque, tente tampar o buraco com gesso, assim ele estará mais protegido contra a entrada de micróbios.

A comida terá que ser seca para evitar mal estar e o incomodo dos gases intestinais nesse período. Muitas fêmeas não deitam no ninho, especialmente as de curió e as novas de bicudo. Passe os ovos para outra fêmea ou arranje manons que é um pássaro especialista em cuidar dos filhotes de outros pássaros.

No décimo-segundo ou décimo-terceiro dia nascem os filhotes. Aí começa a fase em que todo o cuidado é pouco. Principalmente nos primeiros 6 dias. No inicio ela alimenta um pouquinho de cada vez e os filhotes se desenvolvem muito. Muito cuidado se a fêmea não estiver sobre o filhote durante o dia. Nesse caso ele tende a esfriar, não fará a digestão e acabará adquirindo infecção e morrendo em seguida. Arranje uma estufa de temperatura de 34 graus e coloque-o ali e a cada uma hora na gaiola para ser tratado pela mãe. Faça isso até ele se desenvolve mais. Observe também, se a mãe deita sobre os filhotes à tardinha antes do décimo dia; caso contrário recolha-os a um lugar aquecido e só os reponham na manhã seguinte, bem cedo.

Não movimente outros pássaros por perto, não chame gente estranha para ver os filhotes e tampouco mude a rotina de procedimentos com que a fêmea está acostumada. Evite falar com tom de voz alto perto das fêmeas com filhotes novos. É preciso que seja observado pelo menos quatro vezes ao dia, qualquer sinal de alteração, atue imediatamente.

Se a mãe estiver com as penas molhadas em volta do pescoço, é sinal de que os filhotes estão num processo de diarréia, procure saber o que é, principalmente quanto à fermentação do alimento servido, aja imediatamente. É muito comum, também, que de uma hora para a outra venham a entrar em situação de emergência e de risco de vida, normalmente do terceiro ao oitavo dia de vida, seu intestino trava, o pescoço afina e o bichinho falece rapidamente. Isso pode acontecer por falta de calor da mãe, ou porque estão infectados ou doentes, quase sempre por fungos. Arranje uma estufa e aqueça-os a 34 graus Celsius durante uma hora e coloque-os em seguida para ser tratado pela fêmea, logo ele poderá estar recuperado, se não for doença. Vá repetindo o procedimento até superar o problema.

Os filhotes devem sempre estar com o papo cheio, principalmente na hora de dormir. Se não estiver acontecendo mude o tratamento. Procure saber o porquê está acontecendo este problema. Veja se a mãe esta aceitando bem a alimentação administrada. É muito comum a fêmea arrancar penas dos filhotes. Para resolver, cubra do ninhego, ou arranche uma babá. Muitos filhotes saem do ninho e não abrem o bico para a fêmea tratar, nesse caso, trate-o diretamente no bico até que ele passe a ingerir a comida recebida de sua mãe. Muita gente que cria em viveiros retira a fêmea com os filhotes um dia antes deles saírem do ninho e os coloca em gaiola porque é muito mais seguro o tratamento no ambiente mais restrito. A mãe voltara para o viveiro assim que for separada deles.

Atenção total para a higiene e evite o contato com a umidade excessiva. Muito ajuda adicionar terramicina com complexo B, à alimentação. Bom também é administrar aos filhotes do segundo ao oitavo dia uma gota de água com tilosina para evitar o mycoplasma. É comum o contagio dos filhotes por fungos, ácaros e bactérias. O ataque de fungos provoca abrição de bico, de elevada mortalidade. O fungo provoca depressão e as bactérias especialmente a Escherichia Coli entram matando os filhotes que ficam com o abdômen inchado sem conseguir evacuar. Para ajudar, desinfete o ninho a cada dois dias com sulfato de cobre, e se possível utilize também calor a 120 graus Celsius. Não se deve esquecer de manter todo controle possível sobre os fungos, nas sementes, na farinhada e em todo o ambiente.

Para criar filhotes são muitas e muitas variáveis que só as experiências ao longo de muitos anos trarão para cada um respectivas rotinas mais apropriadas para que haja sucesso na criação.

Observações: - Com cuidado, sem nenhum problema, podem-se manusear os ovos e os filhotes e até trocá-los de ninho e de mãe;

Obrigatoriamente, faça periodicamente exame nos materiais de seu criadouro, tipo antibiograma e negativo de fungos e ácaros.

Colocação das Anilhas

As anilhas serão colocadas no sétimo dia de vida, este é o melhor momento. Aconselha-se que as anilhas sejam personalizadas porque é a marca de cada criador e ajuda muito na divulgação da respectiva criação.

Não os anilhe no dia que está para abandonar o ninho para não provocar a saída do filhote antes dom momento certo. Isso pode provocar um estresse irreversível na ave e torna-la assustada e problemática para o resto da vida. Outro cuidado é ter as mãos limpas e as próprias unhas aparadas para realizar o anilhamento. Não e necessário nenhum tipo de óleo para ajudar na operação.

Procedimento: retire da gaiola o ninho com os filhotes. Delicadamente, pegue um filhote de cada vez, coloque o anel, de preferência no pé esquerdo. Passe, inicialmente, os três dedos da frente e vá empurrando e balançando a anilha suavemente, ate transpor a junta, momento esse em que se empurrando e balançando a anilha envolvendo o dedo traseiro para traz de lado da canela, até o calcanhar do filhote. Para finalizar a operação, puxe a unha, ainda presa, com o auxilio de um palito ou puxe o dedo para libertá-lo da anilha.

Nova cria

Em geral, quando os filhotes completam 10 dias, as fêmeas entram em processo de preparação para nova nidificação, por isso, todo o cuidado par não perder a gala daquelas que estão separadas do macho. Observe a exigência da perfeita condição de higiene do ninho.

No décimo-terceiro dia eles deixam o ninho, ocasião em que à bicuda/curiola poderá já estar no processo de nova postura. Não há nenhum problema nisso, a mãe choca e trata dos filhos com proficiência e bons resultados. É preciso, contudo, que se isolem os filhotes mais velhos do contato com o ninho, através da divisória central da gaiola ou, no caso de viveiro, colocando-os em uma gaiola menor, de maneira que os pais possam tratá-los pela grade. Isso porque costumam incomodar muito a mãe, tirando a do ninho, quebrando os ovos ou matando os irmãos mais novos com profundas bicadas.

Todo o ciclo explicado até agora pode se repetir por quatro a cinco vezes, no máximo. Assim, uma fêmea poderá produzir se bem tratada, ate quinze filhotes por temporada, sem nenhum prejuízo à saúde da fêmea.

Separação do filhote ou desmame

O filhote será separado dos pais por volta dos 40 dias de idade em que já pode comer sozinho, embora se precise tomar cuidado especial com a sua saúde e alimentação. Para evitar o estresse, não deve ser separado de seu irmão de ninho, Isso pode ajudar positivamente no amansamento, na formação de sua personalidade, porque seu mano é uma companhia, um amigo e será bom para a qualidade das crias. É bom que se ministre arnica homeopática – potência CH6 – nos três primeiros dias do desmame.

É necessário que se continue ministrando, aminoácidos essenciais solúveis diariamente e polivitamínico 3 vezes por semana até que termine a muda de ninho, aos seis meses de idade. Nesse período recomenda-se, também que o filhote fique resguardado e mantido em locais onde não haja umidade, corrente de vento e ambientes infectados, todo cuidado com fungos.

Quanto à sexagem é muito difícil nos filhotes de 2 a 3 meses; a única maneira segura seria através do DNA, mas ainda é muito difícil de ser feito. { Texto Incluído: Hoje a sexagem é muito comum. O laboratório Exon www.exon.com.br Outro método que está sendo desenvolvido é a observação que ao traçando uma linha reta passando por baixo do bico de cima em direção dos olhos, no macho ela passará por baixo do bico de cima em direção dos olhos, no macho ela passará por baixo do olho e na fêmea irá de encontro com o centro da cavidade ocular. Dizem, também, que o pássaro macho, ainda no ninho, tem a largura das costas mais estreita do que da fêmea. envia kits gratuitos para recolher amostras de sangue ou penas. O criador irá pagar apenas quando fizer os exames. Pode-se fazer quando for anilhar os filhotes}.

Desenvolvimento até a idade adulta

Após a muda de seis meses, pode-se começar outra fase de manuseio dos filhotes, separando-os um em cada gaiola. Inicia-se, então, o treinamento para acostumá-los com capa, passeio a brejos, volta de carro e tentativas de acasalamento. Tudo isso com muito cuidado para não ir além dos limites, causando transtornos psíquicos irreversíveis. Temos sempre que lembrar da condição de jovens, que ainda estão entrando na adolescência.

O bicudo vive mais, por isso demora mais para aprontar. Assim, só é plenamente desenvolvido aos 6 anos e o crurió, já aos 4 anos. Isso porque, até essas idades, para participarem de torneios, terão muito mais chances de se tornarem verdadeiros campeões.

Outro item importante é descobrir bem cedo, pelas evidências apresentadas, qual é a aptidão de cada um. Se tem fibra, se tem um bom canto e se é repetidor. É fundamental que se respeitem as características de cada pássaro para se conseguir um pretenso campeão.

Sabe-se, entretanto, a maioria dos filhotes não satisfará plenamente as expectativas do criador, daí a grande importância da aplicação sistemática da seleção genética.