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Pombas Exóticas PDF
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Imagine uma pomba com uma combinação exótica de cores.

Fonte: Pet Brazil 


 

AS INCRÍVEIS POMBAS EXÓTICAS 

 

A dedicação dos criadores tornou possível o aparecimento de pombas diferentes e sofisticadas. Vale a pena conhecê-las.

Imagine uma pomba com uma combinação exótica de cores. Ou um exemplar cujas penas, ao redor da cabeça, lembrem a moldura de uma cabeleira. Ou ainda um outro, com o peito tão saliente que mais parece um arco. Essas são apenas algumas das surpresas que a columbofilia (criação de pombos) nos reserva.
Incentivada pela variedade das raças, pela facilidade na importação de animais e pelo desenvolvimento de técnicas nacionais para a criação de acordo com o clima brasileiro, a columbofilia vem despertando interesse crescente nos últimos anos. O hobby, que inclui duas grandes categorias de pombas - as ornamentais (também conhecidas como domésticas) e as silvestres - é cheio de detalhes e exige dedicação, mas gratifica o criador no aspecto estético ou mesmo no financeiro, uma vez que as espécies mais raras podem alcançar preços elevados (até R$ 5mil).
Quem pretende começar uma criação pode escolher entre essas duas categorias, cujos exemplares são originários de vários partes do mundo. As ornamentais, derivadas da mesma espécie das pombas comuns que vemos nas ruas, ganharam características nobres na plumagem, nas cores e no tamanho em conseqüência do trabalho genético. Podem ser mantidas em cativeiro ou em liberdade. Já as pombas silvestres apresentam espécies variadas, com cores, tamanhos e hábitos diferentes. Mas todas, necessariamente, devem ser mantidas em cativeiro.
É bom lembrar que o criador de pombas deverá adquirir somente espécies de outros países, e por duas razões. A primeira é que a lei não permite a manutenção das nacionais sem registro no IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente). A segunda é que as poucas variedades brasileiras encontradas na natureza (como Asa Branca e Azulona) não têm um colorido bonito a ponto de atrair o interesse de criadores e compradores.
É fundamental também a leitura de bons livros sobre pombos (veja Ficha) e consulta a criadores experientes. Aliás, seja qual for sua escolha, uma boa dica é começar a coleção com um casal de espécies ou raças não muito caras.
Outro ponto importante é a questão sanitária, uma vez que muitos centros urbanos têm problemas com a superpopulação de pombas. Soltas nas ruas, elas se alimentam de quase tudo o que encontram, inclusive lixo. Contaminados e muitas vezes doentes, tornam-se transmissoras de enfermidades ao homem. Esse não é o caso das pombas ornamentais ou das silvestres, mantidas em boas condições de higiene com alimento selecionado e fresco.
ORNAMENTAIS
Todas as raças são originárias da Columba livia, ave européia que se espalhou pelo mundo há centenas de anos e passou a viver com o homem principalmente nas cidades, onde é alimentada e se abriga nos telhados e vãos das casas.
A partir dos vários cruzamentos apareceram raças nobres, com características diversas, e foram formadas famílias cujos traços passaram a ser isolados e fixados nos acasalamentos. Foi assim que surgiram as raças puras - designação dada quando todos os ascendentes (avós e pais) e descendentes (filhos) mantêm as características desejadas.

As pombas ornamentais dividem-se em dez grupos:

Pombas de papo. Apresentam, como o nome já diz, um papo muito proeminente, inflado para impressionar a fêmea durante o corte.
Pombas-gaivota. Possuem bico curto, semelhante ao das gaivotas, e são muito habilidosas com ele.
Pombas-galinha. As mais famosas são as da raça King, que se caracterizam pelo tamanho avantajado (chegam a pesar até 1 quilo). São muito utilizados nos Estados Unidos como aves de corte, para alimentação.
Pombas-corúncola. Caracterizam-se pela presença da "cerona", uma espécie de tecido proeminente, ao redor do bico e dos olhos. As raças mais famosas são a Karrier e a Dragão.
Pombas-cambalhota. Consideradas verdadeiras acrobatas, são capazes de executar seguidas cambalhotas durante o vôo e até no chão.
Pombas-de-estrutura. Sua principal característica é o apuro na plumagem, abundante principalmente na cabeça, como no caso das raças Peruca e Cabeça de Mouro.
Pombas-de-forma. Na aparência são muito semelhantes às comuns, mas chegam a ter 1 metro de envergadura de asa, como a pomba Romano.
Pombas-de-cor. Destacam-se pelo desenho formado pelas cores da plumagem. Uma das raças mais conhecidas é o Laore, que pode se apresentar nos tons branco, preto, vermelho, azul e amarelo.
Pombas-tambores. Chamam a atenção por um arrulhar que lembra o som de um tambor. Além disso, apresentam franja, capucho e muitas penas nos pés.
Pombas-de-vôo. Recebem este nome pela altura e pela distância que seus vôos atingem. Podem alcançar até 800 metros de altura, como a raça Alto Vôo de Viena, e chegar a 1.500 quilômetros de distância percorrida, como os Pombos-Correio.

Além dessas raças, o criador poderá adquirir muitas outras, como a Show Homer, conhecida como Correio de Exposição; Strasser, muito mansa, de porte grande e que pode ser encontrada em duas cores combinadas; Fantaio ou Cauda de Leque, disponível em diversas tonalidades (a mais valorizada é a variação "espelho", que combina o preto e branco na cauda e no corpo); Cacheado, com muitas penas em forma de cacho em cima das asas.
Geralmente muito dóceis, as pombas ornamentais podem ser criadas em gaiolas, em viveiros abertos ou em pombais. Normalmente conhecem a casa, saem para vôos diurnos e retornam para comer e dormir. Costumam permanecer nos arredores da residência, mas para criá-las soltas é necessário um período de adaptação. Assim que forem adquiridas, deverão permanecer presas de 15 a 30 dias, conforme a raça. Ao final desse período é só abrir o viveiro e, sem assustá-las, deixá-las sair naturalmente. Essa regra só não se aplica aos Pombos-Correios, capazes de retornar ao ponto de origem após meses de reclusão.

SILVESTRES

Destacam-se principalmente pelas cores, variadíssimas. Mas os tamanhos, diversificados, também chamam a atenção: podem apresentar de 10 cm a 45 cm de envergadura (medida do bico á ponta da cauda).
Procedentes de diversos países, as pombas silvestres são compradas de importadores, criadores e lojas. O iniciante pode escolher espécies bem em conta. Entre os criadores, essas pombas são conhecidas pelo gênero ou pelo nome em inglês, mas algumas já receberam designação em português. Dentro de cada gênero são encontradas várias espécies.
Elas se dividem em dois grupos. As frugívoras que alimentam-se especialmente de frutas, como a Treron, Ptilinópolis, Ducula, Nicobar, Gallicolumba e Goura. São mais coloridas, mais agressivas, mais difíceis de criar e mais caras. O outro é composto pelas Granívoras, que comem principalmente grãos, como a Pomba Apunhalada, Máscara de Ferro, Asa Verde do Ceilão, Chinesa Diamante, Bronzewing e Zebrinha. São mais resistentes, dóceis e as mais indicadas para iniciantes na criação.
FICHA
Alimentação: Granívoras - comem em média 45g, oferecidos 1 vez ao dia. Dê uma mistura em partes iguais de grãos secos como milho, trigo, sorgo, ervilha, arroz com casca e cevada, em menor quantidade acrescente girassol e soja. Para evitar falta de sais minerais, junte uma parte de ração peletizada para galinhas. Frugívoras - dê 2 vezes ao dia frutas maduras picadas (a base é a banana). Misture com ração para pássaros até que os pedaços de fruta fiquem "à milanesa" e não grudem um no outro. Numa vasilha à parte, coloque somente ração pura.
Instalações: Ornamentais - gaiola para 1 casal com 80 x 80 x 80cm ou viveiro para 6 casais de 2 x 2 x 2m com frente de tela voltado para o lado onde o sol nasce, todo coberto. No pombal, prateleiras com divisões de 30 cm de largura; compartimentos, 60cm de largura x 30 cm de profundidade. Faça um laguinho no chão (piso de areia), para banhos. Silvrestres - viveiro conforme o tamanho da ave (de 1,5m de profundidade x 2 de largura x 2 de altura até 4 x 1,5 x 2,5 m). Parte dele deve ser coberta; a outra parte fica exposta para que a aves tomem banhos de sol, de orvalho e de chuva.
Acessórios: Ornamentais - os poleiros não podem ser redondos porque elas pisam com os pés espalmados. Os comedouros e bebedouros são postos no chão. Silvestres - poleiros redondos (cabos de vassoura, por exemplo), distantes um do outro para a ave se exercitar (2 mais altos e 1 mais baixo usado principalmente pela fêmea para se refugiar caso apanhe do macho). Fixe cantoneiras retas na metade da altura do viveiro, com espaço para pouso e para as vasilhas de comida e água. Coloque um apoio para os potes de comida na metade da altura do viveiro. Vegetação em abundância, pois podem fazer ninhos nela. Escolha plantas com folhas grandes bem resistentes ou com folhas menores como o ficus benjamin (evite as tóxicas). Piso de areia, palha de arroz ou maravalha.
Reprodução: as pombas são em geral monogâmicas; depois de formado, o casal não se separa. A reprodução vai de maio a janeiro; em fevereiro, março e abril, período da muda, é aconselhável separar os casais. Fazem até 6 posturas por ano e a incubação dura de 17 a 19 dias. Macho e fêmea chocam os ovos: ele durante o dia e ela à noite. Ambos cuidam do filhote; ela os alimenta. Ornamentais: os casais permanecem nos viveiros normais. Põem 2 ovos por postura. Silvestres - quando ficam briguentas no viveiro coletivo é sinal de que estão entrando em fase de reprodução. Separe os casais em viveiros individuais. No caso das frugívoras, coloque a fêmea no viveiro 40 dias depois de introduzido o macho. A fêmea põe de 1 a 2 ovos por postura.
Ninho: Granívoras - caixa de 25 x 25 x 8cm para cada casal, com palha, areia e gravetos no fundo. Frugívoras - ninho pronto (cestinha de palha com tamanho que acomode bem a pomba).
Cuidados gerais: troque a água todos os dias. Não descuide da higiene: evite acúmulo de fezes e para prevenir piolhos pulverize as pombas com Bolfo (pó não -tóxico encontrado em lojas de produtos agrícolas e veterinários). Coloque um pouco desse produto no ninho ante de a pomba botar os ovos. Ornamentais - adaptam-se bem a todos os climas. Vermifugue 3 vezes por ano com remédios à base de piperazina. Silvestres - temperatura ideal dos viveiros: entre 18° e 28°C.
Para tirar dúvidas: Associação Brasileira dos Criadores de Ave, tel. (011)864-2899; Wild Life (importadora), tel. (021) 220-9729.
Para ler: Encyclopedia Of Pigeon Breeds, de Wendell M. Levi (Sterling Publishing, NY). Pigeons and Doves of the World, de Derek Goodwin (British Museum/Natural History, 1970 - Stapels Printers, St.Albans, Herts, Great Britain).

Agradecemos aos criadores Lino Marques Simão da Chácara Primavera (011) 262-0199 (pombos domésticos); Salvador De Oliveira Porto Filho (021) 796-2031 e Sinésio Calori (pombos silvestres estrangeiros). Revisão técnica: Denise Monsores, bióloga- chefe da divisão de aves da Fundação RIO ZOO.
Reportagem e redação: Ana Martins. Edição de texto: Bernadette Siqueira Abrão
Foto: Fernando Torres de Andrade
Prop: Pedro Nardelli